*Publicado nesta data em coletiva.net
Na próxima quinta-feira, 17, concluo outra etapa da
minha jornada literária de 2023, que relatei com mais detalhes em Livros à
mancheia (https://coletiva.net/colunas/livros-a-mancheia-,430754.jhtml. em
02/07/2023. ). Agora é o lançamento do livro Entre um Gole e Outro – Conversas
de Boteco, de uma confraria de 11 jornalistas que se reúne semanalmente, sempre
as quintas-feiras, no Bar do Alexandre, também conhecido como Boteco do Alemão,
ali na esquina da Gonçalves Dias com a Saldanha Marinho, no Menino Deus. O
Alemão, no caso, era um cão caramelado que foi adotado pela clientela e até
mereceu matéria na ZH quando partiu para o ceuzinho dos cães.
Pois agora o Alemão
serviu de inspiração para o livro que está sendo lançado, com textos do time de
jornalistas, a maioria aposentados, mas muito ativos na mesa do bar. São eles,
em ordem alfabética para não dar ciumeiras: Alexandre Bach, Carlos Wagner, Elton Werb, Flávio
Dutra, Horst Eduardo Knak, Marcelo Villas-Bôas, Márcio Pinheiro, Marco Poli,
Mario de Santi, Luiz Reni Marques e Ricardo Kadão Chaves.
O prefácio é da caldável Mariana Bertolucci, que também assina a edição pela Ba.
Consta, que a presença dela foi um
artifício dos confrades para negar que o grupo seja misógino. Negamos
peremptoriamente. Tem mais: tem fotos
do Kadão
e do André Feltes, e também retratos menos artísticos dos celulares do
pessoal. O belo projeto gráfico é do Antônio Luzzatto e a revisão da competente Cássia Zanon.
Sou o decano do grupo, mas
da última leva de integrantes, por isso não me sinto autorizado a nada antecipar
(quase usei spoiler!) sobre os conteúdos da obra. Prefiro repicar o texto reliseiro do Márcio Pinheiro,
o nosso Marcito: “Entre Um Gole e Outro (...) livro que reúne textos de onze sujeitos unidos pelo
amor ao jornalismo, surgiu como surgem os bons vinhos. Foi elaborado com calma
por onze sommeliers da palavra e contou ainda com períodos de maturação, de
paciência e de apuro de um paladar refinado. Vale ressaltar que não é apenas a
experiência jornalística que une estes onze amigos. Há também a sabedoria
nascida nas ruas, o humor (inclusive o mau), a capacidade de rir de si mesmo e,
principalmente, o interesse em conservar um artigo cada vez mais raro nesses
dias em que a agressividade campeia: a conversa alegre e descompromissada”.
Agora me perguntem: foi barbada
produzir um livro reunindo esse qualificado grupo de jornalistas? Respondo: não!
E explico porque no posfácio da obra. Para conferir isso e muito mais só
comparecendo na quinta-feira no Bar do Alexandre a partir das 6 da tarde e até
o último gole.
A próxima etapa da minha
jornada literária vai ser participar do lançamento do livro “Eles deixaram as respostas, nós
fizemos as perguntas”, que reúne entrevistas
póstumas de consagrados autores gaúchos. A Cláudia Coutinho, o Nilson Souza e o
Luiz Adolfo Lino de Souza, que estão mais diretamente ligados à edição,
garantem que o resultado final será bonitaço. O que me coube foi “entrevistar” Josué
Guimarães. Deu trabalho, exigiu pesquisa, respeito ao legado dele, mas acho que
ficou legal. A obra marca a presença da Associação Riograndense de Imprensa na
Feira do Livro de Porto Alegre.
Por fim, precisei saltar
uma etapa da jornada, deixando para o ano que vem meu quinto livro solo, que já
tem originais prontos e título escolhido: “Kamadutra, A Garota do Supermercado
e outras histórias bobas”. Espero que reine grande expectativa até o
lançamento.
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